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Capítulo 4 - O Troco (em construção)

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Capítulo 4 - O Troco (em construção)

Mensagem por Gabriel D. Sperb em Seg Set 29, 2014 12:00 am

O Troco


As ruas estavam úmidas e escuras enquanto o homem caminhava entre as pessoas. Batendo seus ombros entre os que passavam ao seu redor, esbarrando em inúmeros cidadãos do ninho de ratos que era o Baco da Carcaça. Alguns andarilhos, descontentes por esbarrar no homem que caminhava entre eles parecendo não ter rumo nem atenção por onde passava, o empurravam, fazendo com que o mesmo quase derrubasse outras pessoas. E estas, por sua vez, também o empurravam para longe.

Assim caminhava Zack, não conseguindo pensar em mais nada do que a morte de Bill. O único daquele lugar infernal que o havia ajudado. Ele havia passado toda a vida lutando por comida, aprendendo a sobreviver com os próprios punhos. Alguns anos arás, quando o velho Bill o viu lutando com mais de 4 seguranças de uma boate, um a um, com dificuldade, o jovem ia lutando, se esquivando e ferindo os seguranças, os tirando de ação um de cada vez. Após estar completamente ensanguentado, com o rosto tão machucado que era difícil identificar que seria o mesmo garoto de minutos atrás, Zack continuava de pé em meio aos 4 seguranças que agora respiravam com dificuldades.

Lembrando daquele momento, Zack se lembrava de não conseguir dar mais nenhum passo sem que seu corpo cedesse, desabando no chão, utilizando os braços e mãos para se agarrar em tudo que pudesse usar para rastejar com seu corpo para fora daquele beco, antes que mais seguranças da área o vissem entre os seguranças machucados. O Beco das carcaças, tanto naquela época como atualmente, era uma terra sem policiamento. Os bares, boates, mercados e tudo mais pagavam para uma cooperativa de seguranças que faziam a vigilância de dezenas de locais. Todos se conheciam, por tanto, não era difícil imaginar o que fariam a Zack após verem que o rapaz havia dado cabo de 4 de seus conhecidos.

Vendo aquela imagem, Bill percebeu que o garoto possuía mais do que vigor e coragem. Essas eram coisas superficiais na ideia do velho mercador. O garoto, tanto antes como agora, tinha uma força de sobrevivência rara. Faria de tudo pra sobreviver. Algo que notava-se pelo olhar do jovem que rastejava pela rua suja e podre daquele beco. Zack permanecia com sua cabeça em direção a saída do beco, usando uma mão após a outra para se segurar em qualquer coisa que pudesse usar para projetar seu corpo para frente. Seus olhos fitavam o objetivo, diretamente para a saída do beco, quase não piscando e não perdendo a atenção em nada mais a não ser a direção que percorria lentamente. Seus dentes rangiam, pressionados como se o rapaz utilizasse toda a força em seu corpo, num movimento após o outro. Não deixando de se esforçar nem por um segundo.

Após minutos vendo toda aquela cena, da luta dos seguranças até o rastejar desesperado de Zack, Bill correu e tentou ajudar o garoto a se levantar, mas Zack quase o golpeou na cabeça, caindo de costas para o chão ao ser largado pelo velho, que teve de soltar o jovem ferido para não ser golpeado por ele. Zack caiu e voltou a se arrastar pelo chão, urrando de dor, pois o impacto no chão fez com que todos os ferimentos de seu corpo fossem acionados ao mesmo tempo. Bill havia percebido àquela vez que ele não deixaria que ninguém se aproximasse naquelas situações. O garoto havia sobrevivido sozinho por toda vida. Era nítido desde antes do combate que era um sobrevivente das ruas. Já fora humilhado, espancado e deixado quase sem vida diversas vezes em sua miserável existência. Por causa desses fatos, dificilmente ele se deixaria ser ajudado por alguém, ainda mais com o sangue fervendo em seu corpo, pelos ferimento da luta anterior.

O velho retirou uma pequena pistola de toxinas, com uma agulha em seu cano, pressionando rapidamente no pescoço de Zack. O mesmo desmaia após alguns segundos e nessa hora Bill se apressa para levar seu corpo até seu mercado, antes que os seguranças que viviram a seguir pensassem que os dois eram parceiros. O velho nem sabia o motivo da briga, mas sabia que aquele jovem teria a força suficiente para se tornar um bom caçador, bastava apenas o equipamento certo.

Foi assim que os dois haviam se conhecido a anos atrás e aquelas imagens passavam na mente de Zack enquanto ele caminhava sem rumo pelas ruas daquele esgoto a qual muitas pessoas chamavam de casa. Também se lembrava das diversas discussões que tivera com o velho, principalmente quando Bill queria o convencer a colocar partes bio-robóticas em seu corpo, para aprimorá-lo como caçador de recompensas. Diversas eram as vezes que os dois entravam em embates, roa pelos serviços maus feitos por Zack, pela insistência de Bill em modificar seu corpo, ou até mesmo nas diversas missões suicidas que o velho mandava o garoto. Muitas vezes Zack voltava sem a peça que havia saído para caçar, retornando apenas com mais cicatrizes e pálido por perder sangue com seus ferimentos.

Cada lembrança fazia Zack pressionar seus punhos e tirar sua atenção do caminho que percorria. Por consequência, fazendo com que ele esbarrasse em mais alguém. Após quase uma hora se passar desde que o corpo de Bill fora deixado pelo caçador no beco 509. Agora, próximo do covil de Zaphís, Drick encostava-se a uma parede podre e coberta por limo, por onde escorria um visgo verde e fedorento, tomando folego e tentando esvaziar sua raiva. Lagrima nenhuma correra de seus olhos. Não de Drick. Não de quem muitas vezes fora espancado e tratado como lixo pela maioria das pessoas que havia conhecido. Ele apenas respirou fundo, arrumou seu capuz e caminhou em direção do local onde esperava encontrar Zaphís, o homem que o havia caçado e, por consequência, matado Bill.

Seguindo até um dos maiores prédios que havia no beco da carcaça, o caçador, encoberto por seu capuz e casaco esfarrapado, caminhava agora com mais atenção. As lembranças não mais vinham em sua mente, apenas o rosto de Zaphís. Um mercenário alto, de corpo robusto e acima do peso. Aparência decorrente de ser um dos únicos naquele lugar imundo que prosperavam. ele comandava um grupo de caçadores, além de parte do tráfico de Kuano da região. Raramente saída de seu covil, o qual focava no centro do beco das carcaças, junto a um prostíbulo, também comandado pelo criminoso.

Ninguém sabe ao certo como Zaphís conseguiu tanta influencia e poder. O que se sabe é que ele adquiriu grande poder ao utilizar-se do comercio de Kuano para aumentar seu império, mas também não se sabe como ele conseguira tal poder e nem ao menos, até hoje, de onde vem seus carregamentos de droga. O que se sabe é que ele é um dos mais poderosos, se não o mais poderoso cidadão daquela parte da cidade. Sua influencia é tão grande que ele é capaz de alcançar força e poder equiparável a pessoas da alta classe dos níveis superiores ao beco das carcaças.

Mas isso pouco importava a Drick. Ele entra no prédio de cerca de 5 andares. Paga a quantia de entrada ao segurança, com um bônus de crédito, o que faz o vigilante não pedir para que ele retirasse seu capuz. Sabendo que os 4 andares superiores eram apenas quartos para prostituição, salas onde seus mercenários faziam suas reuniões e festejavam com as prostitutas do lugar, Zack foi em direção a rampa de acesso aos níveis inferiores, no subsolo do edifício.

Ele atravessava o saguão, passando por cubos coloridos, os quais serviam de palco para que prostitutas dançassem para os usuários do local, sofás e mesas nas quais homens recebiam sexo oral em publico das prostitutas mais baratas do lugar. Zack continuava a caminhar sem perder tempo com tudo que acontecia em sua volta, nem ao menos as garotas que tentavam chamar sua atenção dentro de celas, o provocando ao mostrar as partes intimas de seus corpos, enquanto dançavam no ritmo da musica eletrônica em alto volume que tocava por todo o local. Era fácil não ser reconhecido pelos seguranças até aquele momento, pois a iluminação era baixa, em tom avermelhado, tornando muitos locais escuros, só podendo ser identificado usuários de Kuano utilizando a droga, caindo com seus corpos completamente adormecidos, enquanto outros praticavam sexo em bancos, paredes e em qualquer lugar que pudessem traçar um das prostitutas da boate.

Parecia que o rapaz iria conseguir passar pelo primeiro nível sem ser barrado pelos seguranças de Zephís, que estavam mais ocupados cuidando dos viciados e clientes de suas putas do que qualquer outra pessoa. Mas assim que ele consegue visualizar a porta que o levaria a rampa de acesso ao subsolo do prédio, dois elementos começam a caminhar ao lado de Zack. Um baixinho começa a caminhar à sua direita, enquanto um alto e corpulento ia pela sua esquerda. Sem tentar tocar ou realizar qualquer movimento brusco contra o jovem caçador, o homem de baixa estatura apenas inicia um dialogo, com a voz tranquila em tom de sarcasmo.

- Ta tudo bem Zack. Não precisa ficar nervoso com nós. Estamos te cuidando desde a entrada. O que foi? Vai me dizer que não achou que poderia entrar aqui e passar despercebido por todos nós não é? Hahaha. Não me faça rir, seu merdinha. Vamos, Zaphís quer falar com você. –

Drick decidiu não fazer nada no momento. Ele queria chegar até seu alvo da maneira mais rápida, não se importando com mais nada que pudesse acontecer depois de matar Zaphís, ele decide seguir os dois até o local onde poderia concluir seu objetivo, sem fazer tentar resistir. Quanto mais próximo de seu alvo, melhor seria para Zack. Ele estava com suas duas pistolas, uma em cada lado de sua cintura. Ninguém revistava nem desarmava qualquer usuário daquele local, pois ninguém tinha intenções de ferir Zaphís. Além de fornecer Kuano para os habitantes do beco das carcaças, ele mexia com o mercado de serviços de mercenários, o que fazia a maioria dos mercenários do lugar comer em suas mãos. Podia-se dizer que o criminoso adquiriu um status tão alto que sua proteção era feita de forma gratuita, pelos viciados e criminosos do lugar. Sem Zaphís, não se sabia ao certo o que aconteceria com o mercado negro do beco das carcaças.

O trio passava pela porta e começavam a descer a longa rampa de acesso aos níveis inferiores. Zack Drick continuava sem fazer nenhum movimento, enquanto era escoltado pelos dois criminosos a mando de Zaphís. O mais alto permanecia calado, apenas andando à sua esquerda, enquanto o baixinho agora voltava a falar com Zack.

- Olha garoto. Sei que não temos muita moral pra falar isso, mas o que aconteceu com o velho Bill foi lastimável. Você sabe muito bem que muitas vezes o chefe tentou ajudar o velhote a conseguir serviços melhores. Vocês poderiam ter se juntado a nós a muito tempo. Teriam do bom e do melhor. Bom fornecimento de serviços de caça, o melhor kuano da cidade, putas de luxo com preço reduzido. Hahahaha. Não é mesmo Blastard? – perguntava o homem mais baixo ao que até então permanecia sem falar uma única palavra.

- Sim. Vocês cuspiram na cara do chefe e acharam que não teria consequências. Tudo o que vai volta, garoto. Mesmo não sendo sua culpa, você comprou mais kuano do que poderia pagar. Pediu um empréstimo e não teve palavra de cumprir o prazo. – Respondia o troglodita ao lado esquerdo de Zack.

- Isso mesmo. Se Bill morreu a culpa recai em você, garo... – Antes de terminar de falar, Zack realiza um rapido movimento e coloca o homem mais baixo contra a parece, segurando seu pescoço com uma das mãos, enquanto a outra ia de encontro a arma que estava em sua cintura. Mas antes de pegar a arma, o mais alto segura seu pulso com força com uma das mãos, enquanto a outra segurava com força o crânio de Drick. A mão que segurava seu pulso parecia ser uma mão humana normal, porém a que estava em sua cabeça era rígida e fria como metal. Seus dedos eram alongados e um pequeno barulho vinha de sua palma.

- Se fizer mais um movimento desses, moleque, eu vou fritar seus miolos com em questão de segundos. Vou ver você se cagar e mijar antes mesmo de seu celebro virar purê de miolos dentro do seu crânio. – Falava em tom ameaçador o homem que agora estva às costas do jovem calçador.

- Hahahah. Você tem atitude pra caralho, Zack. Não dá pra negar. Todos sabem disso e mesmo assim você consegue surpreender todos nós. Mas todos também sabem que isso um dia vai acabar contigo. Você acha que apenas por ter peito e coragem pode sair ileso das situações que você se põe. Mas a vida é muito mais que isso. Sobreviver é muito mais que isso. Você precisa ser esperto e ganhar o respeito. Rastejar e até chupar o pau de quem está acima de ti para poder continuar com sua cabeça junto ao corpo. Agora tire essa mão de mim, seu escroto do caralho! – O mais baixo lhe dá um golpe no pulso, fazendo Zack o soltar de imediato. Após abaixar as mãos e parar o relaxar o braço que estava indo de encontro a sua arma, dando a entender que havia desistido do confronto, Zack enfim dirige suas palavras para os dois capangas.

- Me faz um favor, Catraz, fecha a sua boca porque cada palavra que sai dela libera um cheiro de merda em todo lugar. Seu anão arrogante. Você pode muito bem chupar o pau de quem quiser, se isso lhe faz pensar que vai sobreviver pra sempre. Eu conheço muito bem caras como você. Dão até o rabo por quem oferecer mais Kuano. Tu e esse outro idiota me fariam um grande favor se calassem a boca e parassem de falar merda. Sei o suficiente de ti, Catraz, com seus braços tentáculos por baixo desse poncho. Devem estar armados e preparados pra atravessar meu peito desde que vocês chegaram a 5 metros de mim. Sei também que tu é tão cagão que teve de pedir pra um dos seguranças mais equipados do Zaphís viesse contigo para me abordar. Então fecha a boca e me leva até o escroto do seu chefe. – Falava Zack enquanto arrumava seu casaco e retirava seu capuz, não precisando mais esconder seu rosto, pois estava claro que eles o aguardavam onde quer que o estejam levando.



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Gabriel D. Sperb
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